Obras de restauração em rodovias federais BR-135 e BR-222em Maranhãotornaram-se um exemplo recente de como grandes investimentos em infraestrutura podem mudar o cenário logístico de uma região. Com a aplicação da técnica whitetopping, alargamento de bermas e aposta na segurança rodoviária, as intervenções têm sido acompanhadas de perto por equipas técnicas da Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)integrando o esforço federal para modernizar a malha rodoviária até 2026.
Quais investimentos estão sendo feitos nas BR-135 e BR-222 no Maranhão?
O fortalecimento da malha rodoviária federal no Maranhão está ligado ao volume de recursos destinados às BR-135 e BR-222, que totalizam mais de R$ 1 bilhão em obras de restauração, segurança e estruturais. Esses valores abrangem recuperação de pavimento, implantação de acostamentos mais largos, correção de pontos críticos e ajustes geométricos.
Na BR-222, o planejamento prevê 157,2 quilômetros de restauração entre Miranda do Norte e Santa Luzia do Marécom aporte de cerca de R$ 622,8 milhões. Na BR-135, as obras percorrem 74 quilômetros entre Miranda do Norte e Alto Alegre do Maranhãocom investimento de aproximadamente R$ 382 milhões no âmbito do Novo PAC e entrega prevista para o final de 2026.
Qual é a técnica de whitetopping aplicada em rodovias federais?
Whitetopping é a aplicação de uma nova camada de concreto sobre um pavimento existente, geralmente asfáltico, para aumentar a durabilidade e o desempenho estrutural da rodovia. Na BR-135 e BR-222, essa técnica é utilizada principalmente em trechos com grande volume de caminhões e ônibus, onde o desgaste é mais intenso.
Para ilustrar os benefícios práticos do whitetopping, destacamos algumas vantagens técnicas observadas em projetos similares no Brasil e no exterior:
- Maior vida útil do pavimento em comparação com o recapeamento convencional.
- Maior resistência a deformações, rastos e afundamentos.
- Melhor desempenho em regiões com altas temperaturas e chuvas intensas.
- Redução de custos de manutenção a médio e longo prazo.
Por que a BR-135 é estratégica para o escoamento de cargas no MATOPIBA?
A BR-135 é uma via fundamental para o escoamento da produção agrícola da região de MATOPIBAque abrange partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O crescimento da produção de grãos e outras commodities exige estradas em boas condições para ligação com portos, centros de distribuição e pólos industriais.
Com a restauração do pavimento e a melhoria da estrutura, espera-se maior regularidade no fluxo de caminhões durante a colheita, menos atrasos por buracos e restrições de trânsito e condições mais seguras para ultrapassagens em pista única, aumentando a competitividade do agronegócio regional.
Como as visitas técnicas contribuem para a qualidade e transparência das obras?
As visitas técnicas às BR-135 e BR-222 têm como foco a fiscalização, alinhamento de projetos e verificação do andamento das obras. As equipes do DNIT analisam a aderência aos projetos, verificam medições, ajustam cronogramas e avaliam o impacto no trânsito e nas comunidades locais.
Esse monitoramento em campo garante que o pavimento de cobertura atenda às especificações de espessura e resistência, que os recursos públicos sejam aplicados de acordo com o contrato e que haja maior transparência na gestão da infraestrutura rodoviária federal.
Confira abaixo o andamento de uma dessas rodovias e alguns relatos de moradores publicados no Instagram oficial de DNIT que já totaliza mais de 127 mil seguidores:
Quais os impactos esperados na logística e na segurança viária no Maranhão?
Com a combinação de whitetopping, alargamento de acostamentos e correção de pontos críticos, espera-se uma rede mais segura e confiável para veículos de carga e passageiros. A melhoria das condições de trânsito deverá reduzir acidentes, custos operacionais e interrupções durante períodos chuvosos.
Ao reforçar o acompanhamento das obras e integrar essas rodovias a outros corredores logísticos do Norte, Nordeste e Centro-Oesteo DNIT busca apoiar o desenvolvimento regional, o escoamento das culturas e a integração entre áreas produtivas e portos, fortalecendo a economia maranhense.


