Um salto de pular corda em Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP)terminou em tragédia e levantou dúvidas sobre fracassos de segurança e protocolos ignorados durante a atividade.
O que o instrutor disse sobre o momento em que a jovem saltou?
O instrutor identificado como Gustavo afirmou que estava de costas para a plataforma no momento em que Maria Eduarda Rodrigues foi lançado. Segundo ele, não percebeu nenhuma irregularidade imediata durante a preparação.
Ele disse que só percebeu o problema depois de ouvir gritos e ver a movimentação desesperada. Disse ainda acreditar que se tratava de reações normais à atividade, até perceber a gravidade da situação.
Como aconteceu o acidente fatal do salto à corda em Limeira?
O caso aconteceu no sábadoquando o jovem de 21 anos foi arremessado de uma altura de aproximadamente 40 metros sem que o sistema de cordas estivesse corretamente fixado. O impacto resultou em trauma múltiplo fatal.
Gustavo relatou que colocou o equipamento no participante, mas se afastou para atender outro cliente na hora do salto. Ele afirma não ter verificado se a verificação final foi realizada pelos demais instrutores presentes.
Quais falhas de segurança são destacadas pelos especialistas?
Especialistas e entidades do setor afirmam que o procedimento adotado no salto não seguiu normas básicas de segurança. A principal crítica é a falta de dupla verificação obrigatória antes de liberar a atividade.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Salto à Corda e Pêndulo Humano (ABRJH)o salto ocorreu sem validação técnica mínima. Antes do acidente, ele destacou pontos que deveriam ser obrigatórios em qualquer operação segura. Entre os principais erros destacados estão práticas consideradas críticas ao acidente:
- Falta de verifique novamente a corda
- Nenhuma conferência final antes do salto
- Posicionamento inadequado dos instrutores
- Falha no briefing inicial de segurança
O que o instrutor relatou sobre o atendimento e organização do salto?
Gustavo afirmou que o salto de Maria Eduarda Rodrigues foi o primeiro da modalidade “aviãozinho” naquela época. Segundo ele, antes dela, outro cliente desistiu por medo.
Ele disse ainda que estava a cerca de quatro metros da plataforma e de costas no momento crítico. Ele alegou que, portanto, não poderia garantir se os demais instrutores seguiram o procedimento corretamente.
Quem é o responsável pelo acidente do salto à corda?
Para o presidente da Associação Brasileira de Salto à Corda e Pêndulo Humano (ABRJH), houve quebra total dos protocolos técnicos. Ele afirma que a ausência de verificação cruzada e de equipamento adequado contribuiu diretamente para a tragédia.
A Associação Paulista de Rapel reforça ainda que o procedimento adotado ignorou práticas essenciais de segurança. Segundo especialistas, a posição utilizada no salto também aumentou os riscos.
O que acontece com os responsáveis e a investigação do caso?
Os três responsáveis diretos pelo lançamento foram presos por homicídio com possível dolo. A prisão foi posteriormente convertida em preventiva, enquanto o caso segue sob investigação.
As autoridades investigam as atividades das empresas informais envolvidas na atividade. A repercussão do vídeo do salto aumentou a pressão por responsabilização e uma possível regulamentação mais rígida do esporte no país.


