O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, se reuniu nesta quinta-feira (2) com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, em Assunção, para discutir possíveis investimentos da rede no país.
O encontro faz parte da agenda de Hang na capital paraguaia, onde o empresário, acompanhado de diretores e conselheiros, avalia a viabilidade da expansão internacional da marca.
Em postagem nas redes sociais, Santiago Peña destacou que a Havan já mantém relações comerciais com o Paraguai, sendo parte da produção de itens como lençóis, toalhas e outros produtos realizada por maquiladoras localizadas no país.
Segundo o presidente paraguaio, Luciano Hang visitou o país motivado por relatos positivos de outros empresários sobre o ambiente de negócios local. Durante a agenda de dois dias, o empresário percorreu a capital, visitou o Palácio López e conheceu de perto a dinâmica econômica da região.
Segundo Peña, o grupo empresarial está elaborando um plano de negócios e realizando estudos de viabilidade para a possível abertura de lojas próprias da Havan no Paraguai.
O presidente afirmou ainda que o interesse dos grandes grupos económicos reforça a atratividade do país para novos investimentos e criação de empregos.
Após o encontro, Luciano Hang também comentou a visita e elogiou o cenário econômico paraguaio. Segundo ele, o país vive um momento de transformação, impulsionado pela baixa carga tributária, pela liberdade econômica e pelo incentivo ao empreendedorismo.
Atualmente, o Paraguai se consolidou como destino de empresas brasileiras interessadas em operar sob a Lei Maquila, legislação que permite que empresas estrangeiras voltadas para a exportação produzam no país com menor carga tributária.
Dados do governo paraguaio e da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai indicam que, desde 2007, pelo menos 232 empresas brasileiras aderiram ao modelo, representando cerca de 70% das mais de 320 maquiladoras estrangeiras instaladas no país.
Além dos benefícios fiscais, o custo da mão de obra é destacado como outro fator atrativo. Embora o salário mínimo paraguaio seja superior ao brasileiro em valores nominais, os encargos trabalhistas e os custos de contratação são inferiores em comparação ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no Brasil.
O Código do Trabalho paraguaio também apresenta regras mais flexíveis, com jornada semanal de 48 horas, enquanto no Brasil o limite atual é de 44 horas semanais.


