quinta-feira, julho 16, 2026
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Quaest diz que continuará com técnica de pesquisa que deu vantagem a Lula

O presidente da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou que o pedido de impugnação apresentado pelo Partido Liberal (PL) contra pesquisa eleitoral do instituto foi motivado por erro recorrente no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e não por falhas na metodologia ou registro da pesquisa.

A manifestação foi feita após o PL contestar a pesquisa divulgada em 25 de junho, que mostrava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em cenário de primeiro turno à Presidência da República.

Segundo Roman, a ausência de alguns arquivos na consulta pública do sistema se deve a uma falha técnica registrada anteriormente.

“Trata-se de um erro de sistema recorrente e com jurisprudência relevante, como, por exemplo, neste caso recente no Paraná. O diretor do Instituto Vox abordou o assunto na audiência pública de ontem no TSE”, escreveu o executivo.

O CEO também criticou as tentativas de colocar em dúvida a credibilidade do instituto.

“Lamento as tentativas de desacreditar o trabalho imparcial e de altíssima qualidade metodológica da AtlasIntel. As campanhas responsáveis ​​por esta prática devem se explicar aos seus próprios eleitores. A AtlasIntel não mudará sua técnica nem alterará seus estudos por qualquer tipo de pressão política, econômica ou judicial”, afirmou em publicação na rede social X.

O que questiona o PL

Na ação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral, o Partido Liberal alega que a AtlasIntel publicou os resultados da pesquisa sem disponibilizar, no prazo previsto em lei, documentos considerados obrigatórios para o registro da pesquisa.

Entre as informações destacadas pelo partido estão a identificação dos municípios e setores pesquisados, o número de eleitores entrevistados em cada localidade e a composição da amostra por gênero, faixa etária, escolaridade e nível socioeconômico.

Além de contestar a investigação, o PL protocolou outra petição pedindo ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que crie regras mais rígidas para registro, fiscalização e divulgação de pesquisas eleitorais em todo o país.

TSE estuda criação de selo de precisão

Em meio ao debate sobre a confiabilidade das pesquisas eleitorais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, anunciou a proposta de criação de um “selo de precisão eleitoral” reconhecer institutos cujas pesquisas estejam mais próximas dos resultados oficiais das pesquisas.

A iniciativa foi apresentada durante reunião com representantes de 16 institutos de pesquisa realizada na sede do TSE.

“Chegou a hora de a Justiça Eleitoral premiar as empresas que, a cada ciclo, dedicam seus maiores esforços em favor da democracia. Esta iniciativa visa reconhecer as entidades cujas estimativas apresentem maior grau de aderência aos resultados oficiais das eleições”, declarou o ministro.

Durante a reunião, Nunes Marques concedeu o prazo até a próxima sexta-feira (17) para que os institutos apresentem sugestões sobre a proposta. Enquanto isso, caberá ao TSE analisar o pedido de impugnação apresentado pelo PL e decidir se houve irregularidade no registro da pesquisa da AtlasIntel.

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