O ministro Alexandre de Moraesdo Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito sobre a ligação “Paralelo Abin” em relação ao ex-presidente JairBolsonaroao ex-deputado federal Alexandre Ramagemao subtenente do Exército Giancarlo Rodrigues e o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet.
Na decisão, Moraes entendeu que os fatos investigados em relação aos quatro já haviam sido analisados e utilizados nas ações penais que tratam da suposta trama golpista, pela qual já foram condenados.
“Uma vez utilizadas as provas para julgar essas ações criminosas, é hora de encerrar a investigação”, afirmou o ministro.
Investigação também está encerrada para diretor da Abin
A decisão também arquiva a investigação contra o atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Correaalém de outros quatro atuais ou ex-integrantes do órgão que eram investigados por suposta obstrução de investigações.
Segundo Moraes, não foram apresentados elementos suficientes que justificassem o prosseguimento da investigação.
Na decisão, o ministro afirmou que as acusações se baseavam em conclusões genéricas, sem individualizar a conduta atribuída a cada investigado nem a demonstração mínima de fatos que configurassem crime.
Carlos Bolsonaro continua sendo investigado
Embora tenha arquivado parte da investigação, Moraes determinou o envio da investigação envolvendo os demais 28 investigados para o Justiça Federal do Distrito Federal.
Entre eles está o ex-vereador Carlos Bolsonarofilho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A mudança de competência ocorreu porque os investigados não têm a competência como prerrogativa de sua atuação perante o Supremo Tribunal Federal.
Decisão segue parecer da PGR
Alexandre de Moraes seguiu o entendimento do Procurador-Geral da República, Paulo Gonetque defendeu o encaminhamento do processo à primeira instância.
Segundo Gonet, os fatos ainda sob investigação não têm relação direta com autoridades detentoras de foro privilegiado nem com a finalidade antidemocrática atribuída às investigações analisadas pelo STF.
“Os restantes factos, ainda não relatados, não têm qualquer relação imediata com a autoridade detentora de foro especial ou com a sua finalidade antidemocrática, ainda que remotamente os tenham favorecido”, escreveu o procurador-geral.
O que muda com a decisão
Com o arquivamento, Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Giancarlo Rodrigues, Marcelo Bormevet, Luiz Fernando Corrêa e outros quatro investigados não respondem mais ao inquérito específico da convocação “Paralelo Abin” no STF.
As investigações envolvendo os demais suspeitos, incluindo Carlos Bolsonaro, continuarão tramitando na Justiça Federal do Distrito Federal, que analisará os desdobramentos do caso.


