Pesquisa mostra que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode se tornar o mais caro da história em gastos com cartões corporativos para a Presidência da República. Mantido o atual ritmo de gastos, a gestão deverá encerrar 2026 com o maior valor registrado desde o início da série histórica, em 2001.
Segundo os dados, as despesas têm girado em torno R$ 2 milhões por mês. Até abril de 2025, as despesas auditadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) já somavam R$ 55,4 milhões. Atualmente, o maior valor da série pertence ao primeiro mandato de Lula (2003-2006), com cerca de R$ 70 milhõesem valores corrigidos.
Entre os gastos que mais despertam críticas da oposição estão os gastos com hospedagem em hotéis de alto padrão durante viagens internacionais, em cidades como Paris, Nova York e Nova Délhi. As compras para o Palácio da Alvorada também são questionadas, incluindo um sofá avaliado em R$ 65 miluma cama R$ 42 mil e tapetes de alto valor.
Parlamentares da oposição afirmam que estas despesas contradizem o discurso do governo de austeridade fiscal e combate às desigualdades.
Por sua vez, o governo federal sustenta que as despesas são necessárias para garantir a segurança do Presidente da República, cumprir a logística dos compromissos oficiais e recompor o património público. Segundo a administração, parte do mobiliário do Palácio da Alvorada estava deteriorado ou desaparecido, sendo necessária a aquisição de novos itens.
O tema continua a ser tema de debate entre o governo e a oposição e deverá continuar em destaque dada a divulgação periódica dos gastos públicos e a fiscalização realizada pelos órgãos de controle.


