A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou importantes resoluções em janeiro de 2026 voltadas à segurança alimentar. As medidas envolvem a suspensão e recall de dois produtos específicos: um lote de chocolate da marca Mondelez, por erros de embalagem que escondem ingredientes alergênicos, e uma espécie de glitter decorativo da marca Flex Fest, considerado impróprio para consumo humano.
O que motivou a decisão sanitária sobre o chocolate?
A determinação da agência reguladora ocorreu após a própria fabricante, Mondelez Brasil Ltda, reportar um erro operacional em sua linha de produção. A empresa descobriu que o produto “Laka Oreo” foi embalado por engano com o tradicional rótulo “Laka White Chocolate”.
Essa falha técnica gera um risco imediato à saúde pública, pois a embalagem do chocolate branco puro não declara a presença de trigo (glúten), ingrediente existente na versão Oreo (que contém biscoitos). A omissão dessa informação no rótulo torna o consumo perigoso para pessoas com doença celíaca ou alergias graves, que dependem da lista de ingredientes da embalagem externa para se protegerem.
Qual é o lote exato que deve ser devolvido?
É importante destacar que a medida não atinge todos os produtos da marca, mas apenas um lote específico de 145g que sofreu alterações de embalagem. O consumidor deve conferir o código impresso no verso da barra antes de consumir.
Confira na tabela abaixo a identificação precisa do produto suspenso:
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Alerta de recall de produto
Identificação precisa do item suspenso
Produto
Chocolate Branco Laka (145g)
Motivo do recall
Rótulo incorreto que omite a presença de glúten e trigo. Risco para celíacos e alérgicos.
Os consumidores com este lote deverão entrar em contato com o SAC do fabricante.
Por que o glitter da marca Flex Fest foi banido?
Em ação paralela, a Anvisa também determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso de “Glitter” e “Glitter Holográfico” da empresa AP Viola Artes e Festas Ltda (Flex Fest). A fiscalização identificou que, embora comercializados como itens de decoração de festas e confeitaria, os produtos continham materiais plásticos em sua composição.
Ao contrário dos pós comestíveis regulamentados, feitos de açúcar e corante alimentar, o glitter plástico não é digerível e representa um risco físico e químico para o organismo. A agência reforça que os materiais plásticos não devem ser utilizados em contato direto ou como ingrediente em alimentos, determinando a retirada imediata desses itens do mercado.
Quais são os principais riscos para a saúde identificados?
As falhas destacadas nas resoluções expõem os consumidores a perigos que vão desde reações imunológicas imediatas até a ingestão de contaminantes físicos. A transparência dos rótulos e a segurança da composição são pilares da vigilância sanitária que ficaram comprometidos nesses casos.
Os riscos diretos envolvidos nessas ocorrências são:
- Choque Anafilático: Pessoas alérgicas ao trigo podem sofrer reações graves ao consumir o chocolate Laka do lote afetado.
- Inflamação intestinal: Os celíacos que ingerirem o produto terão danos na mucosa intestinal devido ao glúten oculto.
- Contaminação Plástica: O consumo do glitter Flex Fest envolve a ingestão de microplásticos, que são tóxicos e não podem ser metabolizados pelo corpo humano.
Como o consumidor deve proceder com os produtos?
Para quem adquiriu o chocolate do lote CC28525493, o conselho é não abrir a embalagem e entrar em contato com o Atendimento ao Cliente (SAC) do Mondelez Brasil solicitar troca ou reembolso, conforme direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor.
No caso do brilho Flexfesto produto deve ser descartado e não utilizado em bolos ou doces em hipótese alguma. Os comerciantes e confeiteiros que possuem estoque deverão suspender o uso e aguardar orientações sobre logística reversa, garantindo que o material não chegue à mesa do consumidor final.


