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Estudo da NASA indica risco de cidades brasileiras serem engolidas pelo mar

O aumento do nível do mar Deixou de ser apenas uma projeção científica distante e passou a fazer parte do quotidiano de muitas regiões costeiras, afetando diretamente as cidades costeiras, os ecossistemas marinhos e as atividades económicas que dependem do mar, num contexto de aquecimento global e de maior frequência de eventos extremos.

O que causa o aumento do nível do mar?

A principal causa desse avanço das águas está ligada ao aquecimento do planeta, provocado pelo excesso de gases de efeito estufa na atmosfera. O intensificado efeito estufa aumenta as temperaturas médias, derrete geleiras e calotas polares e causa expansão térmica da água dos oceanos.

A combinação do derretimento do gelo continental e da expansão da água à medida que aquece explica por que o nível do mar continua a subir, embora haja variações regionais. As projeções indicam que, se as emissões permanecerem elevadas, este aumento persistirá por muitas décadas.

Estudo da NASA indica risco de cidades brasileiras serem engolidas pelo mar
Cidades costeiras enfrentam erosão, inundações e novos riscos (Créditos: depositphotos.com/hansgeel)

Quais regiões e cidades brasileiras são mais vulneráveis?

A elevação do nível do mar poderá afetar diversas cidades brasileiras, especialmente aquelas localizadas em regiões costeiras e áreas baixas. Estudos de NASA destacar capitais, ilhas habitadas, deltas de rios e áreas estuarinas como pontos críticos de vulnerabilidade. Veja abaixo as regiões mais vulneráveis:

  • Rio de Janeiro: Ilha do Governador, partes da Baixada Fluminense e trechos de municípios vizinhos próximos à Baía de Guanabara.
  • Para: ilha de Marajó e partes de Belém, especialmente áreas ribeirinhas e manguezais, sujeitas à intrusão salina.
  • Amapá: Reserva Biológica do Lago Piratuba e a cidade de Oiapoque, ameaçada pela erosão e pelo avanço do mar.
  • Maranhão: Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, com dunas e lagoas sensíveis à elevação do mar.
  • Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Pelotas e áreas ao redor da Lagoa dos Patos e Lagoa Mirim, expostas a inundações.

Quais os principais impactos nas cidades costeiras?

As cidades costeiras estão entre as mais sensíveis à subida do nível do mar, especialmente os bairros em zonas baixas ou com aterros. Com o mar mais alto, as ondas e as marés invadem com mais facilidade calçadões, avenidas à beira-mar, áreas portuárias e sistemas de drenagem urbana.

Entre os impactos mais comuns estão a erosão costeira, as inundações recorrentes nas marés vivas, a intrusão salina em rios e aquíferos, a pressão sobre as habitações em áreas de risco e os efeitos na saúde pública, como problemas de saneamento e a proliferação de vetores.

Estudo da NASA indica risco de cidades brasileiras serem engolidas pelo mar
O aumento do nível do mar revela como o aquecimento global já está afetando as praias (Créditos: depositphotos.com/AnnaNepaBO)

Que medidas ajudam a mitigar os efeitos do avanço do mar?

As estratégias para enfrentar o aumento do mar combinam a redução das emissões globais e ações de adaptação local. A nível internacional, é essencial expandir as energias renováveis, melhorar a eficiência energética e incentivar transportes menos poluentes. A lista a seguir apresenta maneiras de mitigar os efeitos:

  • Preservar e recuperar manguezais, recifes e restingas como barreiras naturais.
  • Rever planos diretores para evitar novas ocupações em áreas de risco.
  • Construir ou reforçar diques, quebra-mares e comportas, quando viável.
  • Criar zonas tampão com parques costeiros e áreas verdes.
  • Implementar sistemas de alerta precoce para marés altas e eventos extremos.

Como podem as comunidades costeiras preparar-se?

A preparação depende não só de obras, mas também de organização social, informação confiável e participação comunitária. Comunidades bem informadas respondem melhor aos alertas de risco e exigem políticas adequadas dos gestores públicos.

Mapeamento de áreas vulneráveis, planos de emergência comunitários, formação de lideranças, educação ambiental e monitoramento participativo de tempestades e enchentes são iniciativas que fortalecem a resiliência local e tornam as respostas mais justas e alinhadas com a realidade dos pescadores, trabalhadores do turismo e ribeirinhos.

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