A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, refutou na noite desta quinta-feira (2) rumores sobre supostos sepultamentos de vítimas do terremoto em valas comuns sem identificação oficial. A declaração ocorre no momento em que milhares de pessoas continuam desaparecidas após os tremores que atingiram o país em 24 de junho.
De acordo com o último relatório divulgado pelo governo, pelo menos 2.595 pessoas morreram em consequência da tragédia, enquanto 12.400 ficaram feridas.
Durante entrevista coletiva, Rodríguez afirmou que os números oficiais passaram por um rigoroso processo de verificação antes de serem divulgados.
“O número que publicamos é um número rigorosamente verificado”, declarou.
O líder venezuelano explicou que o inquérito foi revisto após cruzamento de dados das vítimas. Segundo ela, cinco pessoas inicialmente dadas como mortas foram posteriormente encontradas vivas.
Segundo Rodríguez, a confirmação ocorreu por meio do sistema nacional de subsídio aos combustíveis, que utiliza identificação biométrica por impressão digital.
“Cinco pessoas que tinham sido registadas como veículos mortos reabasteceram após o incidente, ou seja, não estavam mortos. Portanto, não queremos publicar números que não estejam rigorosamente comprovados”, afirmou.
O presidente interino também rejeitou as críticas sobre um alegado atraso na resposta do governo à tragédia.
Segundo ela, a mobilização das autoridades foi imediata após o registro dos tremores.
Rodríguez disse que cerca de 4.000 forças de segurança e equipes de emergência foram mobilizadas nas primeiras 24 horas após o desastre.
Destacou ainda que o governo declarou o estado de emergência poucas horas depois dos sismos, com o objectivo de activar protocolos de protecção civil e assistência às vítimas.
O dirigente informou ainda que grande parte das autoridades regionais de La Guaira, uma das zonas mais atingidas pelos terramotos, morreram após o desabamento de edifícios durante a tragédia.


