O Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou recentemente a proibição da fabricação, distribuição e comercialização de uma série de cosméticos da empresa Seja Laboratórios de Fábrica. A decisão também impede a divulgação destes produtos, uma vez que não cumpriam as normas da UE. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 907/2024. O caso reforça a importância da clareza nas informações dos rótulos e da transparência nas práticas do setor cosmético.
Quais medidas foram tomadas pela Anvisa?
Quatro cosméticos que traziam a palavra “Cânhamo” nos rótulos foram retirados do mercado. De acordo com Anvisao uso desta expressão pode levar o consumidor a acreditar que os produtos contêm derivados de Cannabiso que não é permitido para fins estéticos no Brasil.
Os produtos suspensos são:
- Soro facial de cânhamo vegano California Drop
- PsiloGlow Lip Balm Cânhamo Vegano
- Máscara capilar vegana mágica de cânhamo LSD
- Creme hidratante facial Alucina Vegan Hemp
O Anvisa destacou que o uso de substâncias derivadas de Cannabis está restrito exclusivamente a contextos medicinais e sob estrito controle. O uso indevido de termos associados à planta em produtos cosméticos viola as diretrizes sanitárias atuais.
O que diz a norma de rotulagem da Anvisa?
O RDC nº 907/2024 define que os rótulos e materiais publicitários de cosméticos devem conter informações claras e verdadeiras, sem induzir o consumidor ao erro. É proibida a utilização de termos, marcas ou imagens que possam sugerir substâncias não autorizadas ou causar confusão quanto à composição do produto.
Estas normas visam garantir a segurança do consumidor e a fiabilidade dos produtos disponíveis no mercado, evitando práticas de marketing enganosas e interpretações erradas relativamente a ingredientes sensíveis ou controlados.
Por que o termo “cânhamo” foi considerado irregular?
A palavra “Hemp”, de origem inglesa, está diretamente associada à planta Cannabis sativautilizado na produção de cânhamo industrial. Porém, o termo também se refere ao uso de componentes da maconha, que são controlados por lei no Brasil. Mesmo que os produtos não contenham derivados vegetais, a simples menção dos mesmos pode levar o público a acreditar que existe presença de substâncias psicoativas.
De acordo com Anvisao uso do termo “Cânhamo” em cosméticos representa uma violação dos padrões de rotulagem e publicidade, pois cria uma ligação indevida com compostos não autorizados. A agência enfatizou que o rigor regulatório é necessário para evitar confusão e proteger a saúde pública.
Como os consumidores podem se proteger?
Os consumidores têm um papel fundamental no acompanhamento do mercado. Antes de adquirir qualquer cosmético, é importante verificar se o Documento de registro na Anvisa está presente na embalagem. Produtos sem esta identificação podem ser irregulares.
Além disso, é recomendado:
- Leia atentamente os rótulos e verifique a lista de ingredientes.
- Evite produtos com nomenclatura confusa ou que façam referência a substâncias controladas.
- Reportar irregularidades aos canais oficiais do Anvisa ou vigilância sanitária local.
As denúncias podem ser feitas pelo site oficial do órgão ou pelo telefone 0800 642 9782, garantindo que os produtos não conformes sejam rapidamente retirados do mercado.
O que as empresas devem fazer para seguir as normas da Anvisa?
Os fabricantes precisam revisar cuidadosamente seus rótulos e materiais promocionais para garantir que estejam em conformidade com as RDC nº 907/2024. Termos estrangeiros, ilustrações e descrições de ingredientes devem ser analisados para evitar interpretações ambíguas.
Antes de lançar novos produtos é obrigatório solicitar autorização prévia do Anvisa e comprovar a segurança e eficácia da fórmula. O não cumprimento desses requisitos pode resultar em penalidades severas, incluindo suspensão de licenças e recall de lotes.
A Anvisa pode flexibilizar as regras sobre Cannabis em cosméticos?
Atualmente, o uso de compostos derivados de Cannabis em cosméticos continua proibida no Brasil, exceto em situações medicinais autorizadas pela agência. Qualquer alteração nesta política dependerá de novas análises técnicas, evidências científicas e da aprovação de diretrizes específicas pelo conselho de administração da empresa. Anvisa.
Ações da Anvisa reforçam segurança e transparência no mercado
- O Anvisa atua para proteger o consumidor e garantir uma rotulagem clara e verdadeira.
- Produtos que utilizam termos enganosos ou não conformes são retirados do mercado.
- As empresas e os consumidores devem seguir as regras para preservar a segurança e a credibilidade do setor.
Com esta decisão, o Anvisa reafirma o seu compromisso de proteger a saúde pública e de combater a desinformação. O episódio serve de alerta tanto para as empresas, que devem adotar práticas transparentes, quanto para os consumidores, que precisam estar atentos à autenticidade dos produtos que utilizam no dia a dia.


