O patente de semaglutidaingrediente ativo de Ozempicoexpira nesta sexta-feira (20) e aumenta as expectativas para preços mais baixos. Apesar disso, especialistas alertam que a redução não será imediato.
Quais os impactos do fim da expiração da patente da Ozempic?
O fim da exclusividade da semaglutida permite que outras farmacêuticas desenvolvam medicamentos com o mesmo composto. Isso tende a ampliar a oferta e estimular a concorrência no mercado.
Mesmo assim, o impacto direto no preço ainda depende de fatores regulatórios e técnicos, o que impede uma queda imediata para o consumidor.
Quando o preço do Ozempic deve começar a cair?
O redução no valor do Ozempic depende da aprovação de novos medicamentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Até o momento, nenhum similar foi lançado no país.
A expectativa é que os primeiros concorrentes cheguem apenas no segundo semestre de 2026, com quedas graduais ao longo seis a 18 meses depois que a patente expirar.
Por que a queda de preço não será imediata?
O atraso na redução dos preços está ligado a obstáculos regulamentares e à complexidade da produção de semaglutida. É um medicamento injetável que requer alto nível de controle técnico. Dentre os principais fatores que explicam esse atraso, destacam-se:
- Processo de aprovação rigoroso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Alta complexidade na fabricação de semaglutida
- Necessidade de ensaios clínicos extensos
- Controle de alta qualidade para garantir a segurança
Para que serve o Ozempic e por que é tão procurado?
Ozempic atua de forma semelhante ao hormônio GLP-1, ajudando a controle de glicemia e o aumento sensação de saciedade. Portanto, é recomendado para diabetes tipo 2 e obesidade.
Nos últimos anos, o medicamento ganhou popularidade, impulsionando a procura e contribuindo para a manutenção de preços elevados no mercado.
O SUS poderá ampliar o acesso aos medicamentos no futuro?
Com a possível redução de custos, aumenta a chance de inclusão do medicamento no SUS. A análise é feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde.
A decisão leva em conta critérios como eficácia, segurança, custo-benefício e impacto no orçamento público, além de discussões em andamento sobre o uso da semaglutida.


