O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma série de projetos considerados prioritários ainda pendentes de análise no Senado Federal e busca desbloqueá-los antes do recesso parlamentar de julho, previsto para começar em cerca de duas semanas.
Contudo, de acordo com as conclusões, é pouco provável que o ritmo de processamento destas questões aumente durante o período. A avaliação é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não demonstra intenção de acelerar a agenda no curto prazo.
Entre os assuntos em discussão estão propostas como a revisão da chamada escala 6×1 e a votação da PEC da Segurança Pública. A expectativa, porém, é que essas matérias fiquem até agosto, quando o Congresso retoma os trabalhos após o recesso.
Neste cenário, a proximidade do calendário eleitoral pode influenciar o andamento das discussões, com tendência a maior polarização e redução do ritmo legislativo, à medida que os parlamentares passam a se dedicar às articulações políticas em seus estados.
Nos bastidores, interlocutores apontam que uma aproximação entre o Palácio do Planalto e Alcolumbre poderia ajudar a destravar a agenda. Até o momento, porém, não há sinais de encontro recente entre o senador e o presidente.
Segundo essa avaliação, o senador teria sinalizado disposição para a realização de uma reunião, enquanto caberia ao Executivo tomar a iniciativa de um convite formal. Até agora, porém, não houve nenhum movimento nesse sentido por parte do governo.


