Clientes com conta em Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Santander precisam redobrar a atenção hoje diante de um importante alerta de segurança. O avanço dos serviços digitais impulsionou o golpe de central falsa, em que criminosos se passam por atendentes para roubar dados. Entender como funciona essa fraude é fundamental para não cair na armadilha.
O que é o falso golpe central e por que está crescendo?
O fraude central falsa ocorre quando criminosos se passam por funcionários de bancos para roubar dados e dinheiro, muitas vezes usando linguagem técnica e aparência profissional. Eles exploram a confiança do cliente e o medo de perder dinheiro, dificultando a detecção de fraudes.
Dados de Febraban mostrar que o falso golpe central foi registrado 139 mil relatos de clientes somente no primeiro semestre de 2025um aumento 195,7% em relação ao mesmo período de 2024, ficando em segundo lugar entre os golpes mais reportados às instituições financeiras no período, o que já o torna uma das fraudes mais preocupantes do país.

Como funciona o falso golpe central na prática?
Normalmente, o primeiro contato ocorre via SMS, ligação automática ou mensagem no aplicativo, informando sobre supostas compras suspeitas, clonagem de cartão ou bloqueio de conta. A vítima é orientada a retornar ao número designado ou aguardar o contato de um “atendente especializado”, que conduz toda a fraude.
Durante a conversa, o falso atendente adota um tom calmo e técnico, solicitando dados e orientando passos que pareçam oficiais. Entre as estratégias mais utilizadas estão:
- Solicitação de dados confidenciaiscomo senhas, número completo do cartão, CVV e códigos de autenticação;
- Simulação de transferência setorialpara reforçar a impressão de que se trata de um centro oficial e complexo;
- Uso de informações reais da vítimaobtidos em vazamentos de dados ou redes sociais, para transmitir credibilidade;
- Indução de pânicocom avisos de que a conta será bloqueada ou que o prejuízo será maior caso não haja resposta imediata.
Quais bancos são mais citados no falso golpe central?
Os criminosos costumam associar o falso golpe do banco central a grandes instituições, com muitos clientes e operações nacionais, pois isso aumenta a chance de a vítima realmente ter uma conta naquele banco. A familiaridade com o nome da instituição faz com que o contato pareça mais legítimo.
Fatores como elevado número de correntistas, vínculos com benefícios e programas públicos e intenso uso de canais digitais tornam esses bancos alvos frequentes, o que reforça a necessidade de estar sempre atento a contatos inesperados, independentemente da instituição citada.
Como se proteger do golpe do falso centro bancário?
A prevenção envolve a adoção de hábitos simples de verificar e prestar atenção aos detalhes das ligações e mensagens recebidas, evitando decisões sob pressão. Consultar sempre os canais oficiais do banco antes de seguir qualquer orientação é uma medida essencial.
Algumas práticas fundamentais incluem não fornecer senhas ou códigos completos nas ligações, verificar o número do telefone no site do banco antes de retornar as ligações, evitar clicar em links suspeitos, encerrar a ligação quando pressionado por dados confidenciais e acessar diretamente o aplicativo ou internet banking para verificar avisos e transações.
Que sinais ajudam a identificar um possível golpe de câmbio falso?
Alguns elementos se repetem nas tentativas de fraude e podem servir de alerta para interromper o contato a tempo. O reconhecimento desses sinais reduz o risco de exposição de dados e perdas financeiras para o cliente.
Entre os principais indícios estão ligações inesperadas com senso de urgência, solicitações de dados que o banco já possui e contatos fora dos canais oficiais. O Banco Central do Brasil oferece o BC Proteger para ajudar a verificar a autenticidade dessas abordagens e evitar fraudes.


