A tensão entre os Estados Unidos e o Irã voltou a aumentar nesta terça-feira (14), depois que as forças norte-americanas realizaram novos bombardeios contra alvos iranianos e retomaram o bloqueio naval à região costeira e aos portos do país.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a operação envolve atualmente uma ampla mobilização militar no Médio Oriente. Segundo a agência, mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA e centenas de aeronaves militares estão ativos na região.
Além dos ataques aéreos, o reforço do bloqueio naval aumenta a pressão sobre o Irão numa das áreas estratégicas mais importantes do comércio mundial: o Estreito de Ormuz. A passagem marítima é responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo e gás.
Anteriormente, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou da proposta de implementação de uma taxa de trânsito de 20% para os navios que utilizam a região como forma de financiar a protecção da rota marítima durante o conflito com o Irão.
Em vez de cobrar, Trump afirmou que procurou negociar acordos de investimento com países do Golfo Pérsico, como alternativa ao fortalecimento das relações económicas e estratégicas na região.
O aumento das operações militares ocorre em meio a uma escalada da tensão entre Washington e Teerã, com ambos os países aumentando as ações de pressão e as demonstrações de força. O movimento preocupa governos internacionais pelos possíveis impactos na segurança regional, no comércio marítimo e no mercado energético.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica global. Qualquer interrupção prolongada na passagem de navios pela zona poderá afectar o fornecimento de petróleo e ter impacto nos preços dos combustíveis em vários países.
Até o momento, as autoridades iranianas não divulgaram detalhes sobre os danos causados pelos novos ataques nem informaram quais serão as próximas medidas que serão adotadas em resposta às ações dos EUA.


