segunda-feira, junho 29, 2026
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Corregedoria investiga hacker que negocia acordo judicial sobre suposto esquema envolvendo policiais

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo abriu investigação contra o hacker Patrick Brito, que negocia acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF) para denunciar um suposto esquema de espionagem envolvendo policiais civis.

O procedimento foi aberto em abril e tramita sob sigilo judicial. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Patrick está sendo investigado por suposta coação durante o processo, após enviar mensagens consideradas ameaçadoras a membros da direção do departamento.

Entre as mensagens atribuídas ao hacker, uma referia-se à volta do delegado Carlos Henrique Cotait ao comando do Deic de Araçatuba e mencionava a existência de informações que poderiam chegar ao governador Tarcísio de Freitas.

Patrick Brito vive atualmente na Sérvia e, desde 12 de junho, está na lista vermelha da Interpol. Ele tenta evitar a extradição para o Brasil.

O hacker afirma que foi recrutado por integrantes da Polícia Civil para invadir aparelhos eletrônicos de investigados e obter provas de forma ilegal. Segundo seu relato, ele havia recebido dinheiro para a realização dos serviços e colaborou com a equipe do delegado Carlos Henrique Cotait em diversas investigações.

As denúncias surgiram após o hackeamento do celular do médico Franklin Cangussu Sampaio, investigado na Operação Raio-X. Segundo Patrick, informações fornecidas pelos policiais teriam sido utilizadas para acessar o aparelho. Ele afirma ainda que as orientações foram repassadas pela então investigadora Cindy Orsi Nozu, atualmente delegada da Polícia Federal.

Segundo documentos apresentados pelo hacker, policiais teriam solicitado a coleta de informações sobre os investigados, inclusive pessoas ligadas ao ex-governador Márcio França. As denúncias, porém, ainda estão sendo investigadas e não houve nenhuma decisão judicial que confirme a veracidade dos fatos narrados.

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