
O governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre uma vasta gama de produtos importados do Canadá, intensificando a disputa comercial entre os dois países. A medida foi justificada pela Casa Branca como uma resposta ao que considera práticas comerciais discriminatórias adoptadas pelo governo canadiano contra sectores estratégicos dos EUA, como automóveis, lacticínios e bebidas alcoólicas.
As novas tarifas afetam milhares de milhões de dólares em importações canadianas e deverão entrar em vigor dentro de 30 dias. Os produtos isentos incluem energia, potássio, peixes e minerais essenciais, considerados essenciais para a economia e a segurança nacional dos Estados Unidos.
Em resposta, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney classificou a decisão como mais um passo unilateral de Washington e afirmou que o país continuará a defender os seus interesses, ao mesmo tempo que procurará intensificar as negociações para modernizar o acordo comercial entre o Canadá, os Estados Unidos e o México.
Especialistas avaliam que a escalada da disputa poderá aumentar custos para empresas e consumidores dos dois lados da fronteira, além de afetar cadeias produtivas integradas, especialmente nos setores automotivo, químico e de bens de consumo. Há também preocupação com os impactos na renovação do acordo comercial norte-americano e na estabilidade económica da região.


