O laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que a bebê Helena Almeida, de 10 meses, encontrada morta em Fortaleza na última segunda-feira (13), não foi vítima de violência sexual. A perícia, divulgada nesta sexta-feira (17), apontou que a criança morreu por asfixia, contrariando a hipótese inicial levantada pelo hospital onde foi atendida.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), os exames laboratoriais não detectaram álcool ou drogas no sangue do bebê. O perito também não encontrou vestígios de sêmen ou material genético dos dois homens envolvidos no incidente no corpo da criança.
Além disso, o exame sexológico concluiu que não houve violência sexual.
A suspeita inicial de violação levou à detenção de dois homens, inicialmente acusados do crime de violação. Segundo a Polícia Civil do Ceará, as prisões foram baseadas em laudo elaborado pela equipe médica do hospital particular que atendeu o bebê.
O documento, assinado por quatro socorristas pediátricos e dois cardiologistas, apontava indícios compatíveis com violência sexual, motivando a prisão inicial dos suspeitos.
Com a conclusão da perícia oficial e o andamento das investigações, a principal linha de investigação passou a ser a morte por asfixia. A Polícia Civil reclassificou o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e até o momento descartou a hipótese de abuso sexual.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte da criança e apurar qualquer responsabilidade dos envolvidos.


